sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Singelo


Por Mariana Tatos
Simples assim....
Sem apologias ...
Sem demagogias....
Sem intenções...
Somente vivendo...
Simples assim...
Sem fanatismos...
Sem idealizações...
Sem moralismo...
Sem culpas...
Simples assim...
Sem arrenpedimentos...
vivendo constantemene...
vivendo intensamente...
O hoje , aqui , agora
é tudo tão simples....
inteligível a eloquência
da vida...
oras somente ser...
tudo é simples...
apenas viver
e amar sem pieguices
felicidade atual
felicidade futura...
Amar livremente..
Nascemos para sermos livres
livres simplesmente
Pois oras, tudo é tão simples
Seres inteiros...
Seres vivos...
Seres metafísicos...
Sem Egos...
Sem reclusões..
Sem privatizações...
Sem Hipocrisia ...
Apenas ser
Voar Alto...
Sem Burocratizações...
Apenas ser
Simples assim.


Eu e minhas reflexões I


Por Mariana Tatos

Madrugada de quinta feira e eu aqui entre as navegações da internet...
digitações de meus textos e estudos... por um instante paro e faço e
refaço minha análise filosófica....porque neste momento estou indiferente comigo mesma??
invólucro de mim mesma, da minha razoabilidade, das minhas emoções metafísicas...
Agora o mundo parou de girar pra mim, Agora meu giro me faz parar no mundo

.....

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009




"A inteligência é o único meio que possuímos
para dominar os nossos instintos."

Sigmund Freud

Guarulhos em novos tempos II....


Ei que pensaremos em uma nova idéia, ideologia, uma nova construção ,um novo caminho, que venha direcionar à um novo rumo de pensar em arte e criação, que venha futuramente a transformar a realidade da Cidade e dos cidadães guarulhenses
Bom saber que ainda à "cabeças pensantes" em Guarulhos.....
Mariana Tatos


Texto de Marília Salles*

Tudo de Novo de Novo

Mais uma vez os artistas da grande e tão pequena cidade de Guarulhos se encontraram.
Pela primeira vez, um secretário de cultura representado por seu adjunto convocou uma reunião com os artistas da cidade, dividido por áreas para saber suas necessidades. Boa iniciativa.Um pouco preocupante algumas questões como apresentar sua peça de teatro e ter público, dificilmente alguém pensa mecanismos para resolver o problema, por isto dá a impressão de que os artistas da cidade estão sempre no mesmo ponto e não conseguem avançar.
A reunião era importante para discutir a cultura da cidade e colocar propostas a respeito. Se não houver propostas para a cultura da cidade como um todo, outras questões que parecem ser menores como apresentar sua peça e ter público nunca serão solucionadas. Não estou menosprezando e tornando a questão de ter público para o teatro menor, pelo contrário, é necessário ter um projeto de formação de público, mas o ter público vejo como uma conseqüência de outras ações fundamentais. Existe certa confusão em pensar um projeto para formação de público. Ainda acha-se que encher o teatro de pessoas é formação de público. Confunde-se o acesso com o uso. Não se consegue perceber que a pessoa pode ir ao teatro e nunca mais voltar. Como se consegue garantir o acesso e o uso? Acredito que esta seja uma das questões principais para um projeto de formação de público.

As oficinas culturais da cidade estão sempre recomeçando, não existe plano pedagógico, um aluno que inicia a oficina em um ano e pretende continuar no ano seguinte corre o risco de pegar a oficina com qualidade pior ou igual ao ano anterior.
A “Escola Viva de Artes” foi criada com o intuito de oferecer cursos de direção, interpretação, cenografia, dramaturgia e produção, qualquer pessoa pode se inscrever, mas diferente das oficinas na “Escola Viva” o artista aprofundaria questões, e teria uma continuidade do curso. Infelizmente não acontece.

O Funcultura da cidade vem sendo um dos maiores problemas por selecionar projetos de Memória e Patrimônio Histórico juntamente com outras categorias: Artes Cênicas, Artes Visuais, Livro e Literatura, Música e Cultura Popular. É uma injustiça, pois gasta-se um valor relevante da verba com um projeto de patrimônio histórico, e o restante divide-se entre as outras categorias. Deveria ter um financiamento somente para patrimônio histórico ou procurar alternativas de financiamento, talvez iniciativa privada.
A cidade não tem identidade. Não se consegue mapear as reais necessidades para se propor algo, existe sempre uma cópia de algo que deu certo em algum lugar.
Hoje a cidade tem quatro teatros públicos e mais um em construção, mas não explora os teatros e anfiteatros privados da cidade que não são poucos, desde os teatros das escolas particulares até os hotéis.

Ainda precisa-se de muito para a cultura da cidade realmente ser fomentada e conseguir atender a demanda de artistas existentes na cidade. Hoje os artistas acabam saindo da sua cidade para trabalhar em outros lugares, e enquanto isto a secretária de cultura de Guarulhos contrata artistas de fora para darem aulas, se apresentarem em Guarulhos, estamos andando na contramão. Guarulhos tem a 8ª maior economia do país o que comprova que recursos e dinheiro a cidade tem, precisa ser bem utilizado e haver um planejamento.
Mas agora é tudo novo, vamos pensar daqui para frente. Começamos de maneira diferente, isto é bom.


*Marília Salles é artista guarulhense, integrante do Teatro dos Orelhas da cidade de Guarulhos

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Jackson Pollock


Por Mariana Tatos

Um Artista moderno, contemporâneo... mais que a simplicidade da pintura "pura" ou pintura de ação, ou a esfera da arte incosnciente, ou signos metafísicos do interior. Pollock foi um revolucionário e crítico, construiu uma ruptura em pensar em arte e fazer arte, criando e construindo obras de grandes proporções monumentais.

Se Pollock estivesse vivo hoje, estaria completando 97 anos, um artista enigmático, polêmico, e até mesmo pertubador, sendo muito mais que um simples expressionista americano. E é curioso pensar em como um artista que viveu a década dos anos 20, 30, 40, 50 sobrevivesse a transformação histórica mundial daquela época e estivesse vivendo a complexidade atual, que esta hoje se torna cada vez mais frívolas....
Como Jackson Pollock se expressaria??

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O que é ser artista I

Por Mariana tatos

O que é ser artista??

Em plena era contemporânea ainda vemos discurssos, de que ser artista basta você ter "talento",aí eu pergunto, qual o significado da palavra Talento?? agudeza de espírito, inteligência nata,engenho; como vide aurélio?? Já se foi o tempo de pensar que para ser artista, basta ter uma inspiração divina, claro que a arte é inerente ao ser humano, mas pensar em ser Artista, a arte tem que ser sinônima de conhecimento, de razoabilidade, inteligência, para construção de seres pensantes...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009


Para aqueles que não são capazes de crer, existem os ritos; para aqueles que não são capazes de inspirar respeito por si mesmos, existe a etiqueta; para aqueles que não se sabem vestir, existe a moda; para aqueles que não sabem criar, existem as convenções e os clichés. É por isso que os burocratas amam os cerimoniais; os padres, os ritos; os pequeno-burgueses, as conveniências sociais; os galanteadores, a moda; e os atores, as convenções teatrais, os estereótipos e um inteiro ritual de ações cénicas.

Konstantin Stanislavski



Como Stanislavski disse: é preciso aprender amar a arte em nós mesmos do que nós na arte...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Percepção Ilusionária


Por Mariana Tatos

Loucura em pensar na moralidade humana nesses ultimos tempos...
porque será que ainda não conseguimos pensar em sociedade?
porque somos egoístas demais?
hipócritas??
Onde fica a essência humana nisso tudo?
será que vale a pena viver por míseros interesses políticos,
financeiros....
e a vida??!!
Vida no sentido da poesia, no sentido da essência...
os valores humanos, a moral humana,
mas tudo é questão de tempo, não é?
espero que sim...

Abaixo pequeno texto de Jose Saramago (
escritor, roteirista, jornalista, dramaturgo e poeta português)




Por José Saramago

A outra crise

Crise financeira, crise económica, crise política, crise religiosa, crise ambiental, crise energética, se não as enumerei a todas, creio ter enunciado as principais. Faltou uma, principalíssima em minha opinião. Refiro-me à crise moral que arrasa o mundo e dela me permitirei dar alguns exemplos. Crise moral é a que está padecendo o governo israelita, doutra maneira não seria possível entender a crueldade do seu procedimento em Gaza, crise moral é a que vem infectando as mentes dos governantes ucranianos e russos condenando, sem remorsos, meio continente a morrer de frio, crise moral é a da União Europeia, incapaz de elaborar e pôr em acção uma política externa coerente e fiel a uns quantos princípios éticos básicos, crise moral é a que sofrem as pessoas que se aproveitaram dos benefícios corruptores de um capitalismo delinquente e agora se queixam de um desastre que deveriam ter previsto. São apenas alguns exemplos. Sei muito bem que falar de moral e moralidade nos tempos que correm é prestar-se à irrisão dos cínicos, dos oportunistas e dos simplesmente espertos. Mas o que disse está dito, certo de que estas palavras algum fundamento hão-de ter. Meta cada um a mão na consciência e diga o que lá encontrou.



texto extraido de : http://caderno.josesaramago.org/2009/01/16/a-outra-crise/


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009


" O ferro enferruja por falta de uso,
a água perde sua pureza e se congela,
quando faz frio. Do mesmo modo, a falta de ação
tira o vigor da mente."

LEONARDO DA VINCI

Qual o Papel do Educador?



- Ser flexível, receptivo e crítico, inovando e pesquisando conhecimentos e novos
caminhos que favoreçam a prendizagem;

- Estabelecer com clareza os objetivos a atingir, identificando as partes mais importantes;
- Trabalhar em equipe junto à comunidade educativa, na formação dos alunos;
- Inter
mediar o conhecimento do aluno , construíndo o conhecimento,
atitudes, comportamentos e habilidades;

- Ter sensibilidade para auto avaliar-se tendo como base o desempenho dos alunos;

- Ser referencial de comportamentos ético e cívico;
- Zelar pelo cumprimento do seu trabalho, visando a qualidade de suas ações
nas dimensões técnicas, humanas e políticas.

Bom, lembramos não somente como teoria escrita acima,
mas como prática educativa e elucidativa, pois quem faz a educação somos nós.


Mariana Tatos


"Os Grandes Momentos da nossa vida chegam quando juntamos a coragem de transformar nossas fraquezas no melhor de nós mesmos."


FRIEDRICH NIETZSCHE

domingo, 18 de janeiro de 2009

Guarulhos em novos tempos I....


Por Mariana Tatos

Segundo maior município do estado de São Paulo, com mais de 1 milhão de habitantes, onde boa parte da população é sustentada por grandes indústrias, comércios , empreendimentos imobiliários e outros. Guarulhos se torna hoje uma das cidades mais potentes da economia brasileira. E Ainda assim Guarulhos sofre grandes problemas sociais, políticas e culturais. Basta andar em umas das ruas das cidade como no "centro" por exemplo e perceber fácil o mecanismo capitalista raigado por cidadões guarulhenses. -Por oras preencher a mente com interesses utilitários e mercenários, que demanda tamanha exigência de tempo e energia, Por oras não sobra tempo disponível para cultura e a participação nas idéias da vida pública. Numa cidade considerada a oitava maior economia do Brasil, se ver tão rica e ao mesmo tempo se ver tão pobre.
Nesses últimos oito anos administrado pela gestão petista, houve uma melhora significativa em diversos setores da área social e inclusive na área cultural. Portanto, salientando que essa melhora não atingiu nem 10% da população guarulhense principalmente na área cultural, muitos projetos culturais e educacionais ficaram "mortos" pela cidade...
Como artista da cidade, fui convidada juntamente com outros artistas a participar de encontros para discutir, debater, criar, e ou reformular projetos, idéias culturais e educacionais da cidade. Pela primeira vez senti que à uma séria preocupação e interesse em descobrir quais as dificuldades da classe artística criando um alicerce que venha transformar a realidade de Guarulhos.
Eu espero sinceramente que futuramente, a cultura tenha um papel de acoplamento com a educação, diminuindo as grandes diferenças sociais em Guarulhos, não tendo mais divisão fundamental entre teoria e prática educacional, que Guarulhos ganhe força e se torna uma cidade Modelo na ação cultural e lazer perante outros municípios do Estado de São Paulo.
Que a ARTE seja uma abertura de novas portas que virão, formando o gosto dos indivíduos , estimulando-os a inteligência, contribuindo para uma formação de personalidades pensantes, presentes e participativas do município. E por fim que essas últimas palavras não caiam no vão da utopia.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político.

Ele não houve, não fala, não participa

dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida, o preço

do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel,

do sapato e do remédio, dependem das decisões

políticas.

O analfabeto político é tão burro, que se orgulha

e estufa o peito dizendo que, odeia política.

Não sabe o imbecil que, da sua ignorância nasce a

prostituta, o menor abandonado, o assaltante

e o pior dos bandidos,que é o político vigarista,

pilantra, o corrupto e o lacaio dos exploradores do povo.

( Bertold Brecht -Dramaturgo alemão )

domingo, 11 de janeiro de 2009

Sonho II


Por Mariana Tatos

Sonho em me libertar de mim mesma , libertar-me de pensamentos insanos, fugaz
Sonho por um breve instante, por uma breve emoção a acudir esse frágil corpo que se aflora e se queima nesta vasta trilha da vida...

Sonho por uma loucura qualquer, por qualquer coisa pequena que anima essa pobre alma cheia de voracidade ....Sonho por um mar de calmaria , de flores falantes de seres criantes....Sonho em despertar desta realidade que me abomina às vezes, deixando esta alma cansada....Sonho por por ilusões pequenas , por grandes fortunas, por desapego a matéria grotesca da contemporaneidade....Sonho por sonhos tranquilizantes da vida....Melhor não sonhar e viver a realidade dos humanos?? Não!! Eu ainda sonho...

“Restaurada pelo sono, a essência do homem é duplicada.”. Dali

sábado, 10 de janeiro de 2009

Sensações


Falo de música numa forma não verbal, mas sim numa combinação e sucessão de sons simultâneos de tal forma organizados, causando impressão agradável aos ouvidos, uma inteligência compreensível, uma linguagem universal que acompanha a humanidade desde aos seus primeiros anos terrestres. Construindo conhecimento entre o ser e o seu meio elevando assim as mais altas esferas transcendentais....

Uma Nota...
Uma Canção...
Uma Melodia...
Uma Partitura...
Um Compasso...
Um Rítmo...
Um Impulso...
Uma Potência...
Uma Música...
Por Mariana Tatos

Teatrando..."O OUTRO"


Identidade é provisória.
O que existe é identificação, é o contínuo conhecer-se.
O homem está em constante processo, em busca de sua identidade.
Mas, e quando o amor acontece?
Qual o caminho a seguir?
Razão, emoção ou instinto.

Contemporaneidade... vivemos num constante transceder-se de expressões e ideologias....metamorfoseadas.



EM BREVE NOVAS APRESENTAÇÕES EM 2009
AGUARDEM!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Falando de arte...


Por Mariana Tatos

A arte sempre serviu como forma de expressão, onde através da espontaneidade são criadas diversas formas expressivas como na dança, teatro, plásticas, literatura, visuais e muitas outras dimensões de sentimento. É muito preocupante o seu uso de forma equivocada em muitas salas de aula, infelizmente muitos professores ao invés de serem mediadores da linguagem artística formulam e apresentam aos seus alunos "receitinhas de bolo" que acabam por repercutir desinteresse aos jovens pela linguagem artística, tornando-se adultos inespressivos, alienantes ao mundo social e de convívio. É preciso urgentemente uma atenção especial para reverter esse quadro, pois somente através da arte poderemos criar um olhar sério, crítico e construtivo e assim despertar consciência cultural, político-social no nossos pequeninos para amanhã viver num mundo mais honesto e humano. Abaixo segue uma historinha que circula por aí para uma reflexão de nossas ações.

"O MENININHO"

Era uma vez um menino. Ele era bastante pequeno.A escola era uma grande escola. Mas, quando o menininho descobriu que podia ir à sua sala, caminhando, através da porta, ele ficou feliz. E a escola não parecia mais tão grande quanto antes.

Uma manhã, quando o menininho estava na Escola, a professora disse:

* Hoje nós iremos fazer um desenho.
* Que bom! Pensou o menino. Ele gostava de fazer desenhos. Ele podia fazê-los de todos os tipos: leões, tigres, galinhas, vacas, barcos, trens; e ele pegou sua caixa de lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse:
* Esperem! Ainda não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
* Agora - disse a professor - nós iremos desenhar flores.
* Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores. E começou a desenhar com seu lápis cor de rosa, laranja e azul. Mas a professora disse: - Esperem! Vou mostrar como fazer. E a flor era vermelha com caule verde.
* Assim - disse a professora. Agora vocês podem começar.

Então ele olhou para a sua flor. Ele gostava mais de sua flor, mas não podia dizer isto. Ele virou o papel e desenhou uma flor igual à da professora. Ela era vermelha com caule verde.

Num outro dia, quando o menininho estava em aula, ao ar livre, a professora disse:

* Hoje nós vamos fazer alguma coisa com barro.
* Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de barro.

Ele podia fazer todos os tipos de coisas com barro: elefante, camundongos, carros e caminhões. Ele começou a juntar e amassar a sua bola de barro. Mas a professora disse:

* Esperem! Não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
* Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato.
* Que bom! Pensou o menino. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse:
* Esperem! Vou mostrar como se faz. E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo. - Assim - disse a professora. - agora vocês podem começar.

O menininho olhou para o prato da professora. Então olhou para o seu próprio prato. Ele gostava mais de seu prato do que o da professora. Mas não podia dizer isso. Ele amassou o seu barro numa grande bola novamente, e fez um prato igual ao da professora. Era um prato fundo. E muito cedo, o menininho aprendeu a esperar e a olhar, e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo, ele não fazia mais as coisas por si próprio.

Então aconteceu que o menino e sua família mudaram-se para outra casa, em outra cidade, e o menininho tinha que ir para outra escola. E no primeiro dia ele estava lá. A professora disse:

* Hoje nós faremos um desenho. Que bom! Pensou o menininho. E ele esperou que a professora dissesse o que fazer. Mas a professora não disse. Ela apenas andava na sala. Veio até ele e falou: - Você não quer desenhar? - Como posso fazê-lo perguntou o menininho.
* Da maneira que você gostar, disse a professora. - De que cor? Perguntou o menininho. - Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber quem fez o que? E qual o desenho de cada um?
* Eu não sei ,disse o menininho. E ele começou a desenhar uma flor vermelha com caule verde.

Cores...Movimento...

Minhas Flores...Meus Ventos...
Meus Sonhos...meus Movimentos...

FEMININO


DESEJOS QUE ME ESPERAM
FORÇAS QUE ME AGITA
FOME QUE ME ANSEIAM
REALEZA QUE ME GRITA
DOCE TESÃO
DE UM SAGRADO CORAÇÃO

Por Mariana Tatos

Sonho I


O que é real e sonho para você??
tudo depende do ponto de vista...

Meditando em dança

Por Mariana Tatos


Não somente balançar o corpo, mas criar alma ativa, deixar se levar pelas grandes esferas da emoção, onde espaço e tempo não existe , desafiando a lei da gravidade e articulação humana. Sensações de qualquer forma, movimento, dança de salão, clássica, popular, folclórica, contemporânea, circular...não importa a forma, mas sim deixar se elevar pelo sentimento
e se entregar como uma meditação, criando um elo entre corpo e alma.

Doença Burguesa


Me Enviaram este email o que me faz pensar e refletir comos ainda somos indiferentes, como somos mesquinhos, deixamos nos levar pelo medíocre mundo mercantilista , capitalista... As pessoas precisam de mais arte na vida, mais sensibilidade para ver que vivemos num mundo de ilusões. Ilusões criadas pela humanidade.

Mariana Tatos



'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'


Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado
sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,
constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu
comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma
percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão
social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o
salário de
R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não
como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP
passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. as vezes,
esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me
ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão',
diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma
garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha
caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra
classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns
se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo
pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e
serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava
num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei
o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e
claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as
latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga,
tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,
parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a
conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí
eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na
biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico,
passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse
trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito
ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da
cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui
almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a
situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia
passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse
passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito
que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses
homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa
deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um
trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são
tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.


*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!