domingo, 1 de março de 2009

Filmes Comerciais....

Por Mariana Tatos

Acompanhada de amigos, assisti ontem o filme Operação Valquíria sob a direção Bryan Singer. O filme tem como cerne narrativo a mais famosa tentativa de assassinato de Adolf Hitler, perpetrada pelos seus próprios comandantes.

Operação Valquiria tem uma linda fotografia, o diretor Bryan Singer e sua equipe, consegue construir cenários reais como a sede da SS e suas dezenas de mastros com bandeiras, a Toca do Lobo, a casa particular de Hitler e até uma piscina com uma imensa suástica na qual o líder do Exército de Reserva pratica sua natação. Sem falar na belíssima interpretação dos atores criando o clima de hostilidade e frieza da época, se destacam os atores Kenneth Branagh, Bill Nigh, Terence Stamp,Tom Wilkinson e Eddie Izzard. Liderado pelo Tom Cruise em mais uma missão impossível. Tom Cruise está bem no papel, e na sua interpretação minimalista.

O filme prende atenção da plateia pelo roteiro objetivo e o suspense da trama. Mesmo sabendo que o plano de ação foi falido de fato, (pois sabemos que Hitler só se matou em 1945, perto do fim da guerra). Operação Valquiria faz com que os espectadores viajem junto com a realidade do momento, fazendo que torçamos pelo grupo no projeto de acabar com a soberania de Hitler, nos transportamos para aquele momento meses antes da invasão da Normandia.E ainda faz com que refletissemos se o plano desse realmente certo, a história que conhecemos seria outra...

Sai do cinema ludibriada, depois fazendo uma análise friamente e sem envolvimento do filme, me surgiu algumas questões aos menos refletivas...
porque Tom Cruise no papel de Stauffenberg ?? isso sem falar em alguns clichês sentimentais do roteiro. Tom Cruise passa a imagem do mocinho de rosto bonito(e já conhecido da sétima arte) que se preocupa com a família, melancólico e cansado com os horrores da 2° guerra...

Fiz uma pesquisa e descobri que na vida real, porém, não era bem assim. O verdadeiro Stauffenberg participou ativamente da invasão à Polônia, comandou o massacre de milhares de judeus e deixou cartas abertamente anti-semitas. Convenientemente, o filme não cita nenhum desses detalhes embaraçosos a respeito do passado deste "herói"

Mais uma prova que o cinema pode distorcer, em ficção, a personalidade de alguém que efetivamente existiu. O nobre alemão tem todas as qualidades de um autêntico herói hollywoodiano.





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